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Paraguai quer estreitar laços com o Brasil e fortalecer relação comercial principalmente com MS
 
 
                       
 
                       
 
 
 
 
 
   
         
 
 
 
 
 
 
   Ronei Ribeiro | visualizações: 971   

Paraguai quer estreitar laços com o Brasil e fortalecer relação comercial principalmente com MS



 
 
 A vice-governadora Simone Tebet recebeu nesta quinta-feira (21) a visita de uma delegação paraguaia que trouxe uma proposta para ampliar a parceira entre o Estado de Mato Grosso do Sul e o Paraguai.
Liderada pelo ministro da Indústria e Comércio do país vizinho, Gustavo Leite, e pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de MS (Fiems), Sérgio Longen, e composta por empresários dos dois países e representantes do Governo do Paraguai, a comitiva propôs a criação de uma Comissão de Trabalho que pretende estender esta parceria entre o Brasil e o Paraguai com o Mato Grosso do Sul e o país vizinho.
 
 
 
 
 
Segundo o ministro paraguaio a visita a Mato Grosso do Sul representa um avanço na integração dos dois países que já é realidade atualmente, mas que tende a ser fortalecida devido ao potencial do Estado. Para ele as regiões precisam de mais conectividade para alavancar a parceria. “Desta forma vamos compreender como as vantagens do Paraguai podem ser competitivas ao Brasil e vice-versa, vamos ter a oportunidade de criar cadeias produtivas numa parceria em que os dois devem ganhar, progredindo com mais rapidez”, ponderou Gustavo Leite. Está claro que hoje existe a vontade de se integrar e os governos têm a obrigação de tornar isso realidade. Se juntarmos as vantagens competitivas de Mato Grosso, que é forte na agricultura, e de Mato Grosso do Sul, que é forte na pecuária, todos irão ganhar”.
 
 
 
 
 
 
Estreitar relações comerciais entre os dois países é fundamental, na opinião da vice-governadora de Mato Grosso do Sul, Simone Tebet. Com o fortalecimento do relacionamento entre os países o Estado seria o maior beneficiado. “Temos demandas em comum, gargalos que precisam ser solucionados de forma igualitária e podemos dizer que Mato Grosso do Sul completa o Paraguai e o Paraguai completa Mato Grosso do Sul, principalmente nos setores industriais e comerciais. Temos que aprender com o Paraguai em relação a encargos trabalhistas e cargas tributárias e eles também têm muito a aprender conosco. A conversa foi muito produtiva e esperamos que em um ano tenhamos bons resultados nesta parceria”, comentou Simone.
 
 
Um dos pontos mais importantes, segundo a vice-governadora de Mato Grosso do Sul, e que beneficiaria a exportação dos produtos industrializados no Estado, é a proposta de investimentos em logística através da hidrovia do Rio Paraguai. Esta proposta envolveria o compromisso dos governos do Brasil e do Paraguai para realizar as obras necessárias para a melhoria da navegação do Rio Paraguai que foram identificadas e elencadas no estudo do Centro-Oeste Competitivo, realizado pelas confederações nacionais da Indústria (CNI) e da Agricultura (CNA).
 
 
 
 
 
Simone reforçou a importância dos projetos de implantação de duas novas ferrovias, a Ferronorte – que liga Maracaju, Dourados, Mundo Novo até Cascavel, no Estado do Paraná – e a EF-267, Estrada de Ferro Pantanal que liga Aparecida do Taboado, desce por Três Lagoas, passa por Dourados e vai até Porto Murtinho. Segundo a vice-governadora estes trechos já estão incluídos pelo governo federal no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para modernização do transporte e fazem parte dos Projetos Estratégicos para desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. “A ferrovia é o grande sonho de Mato Grosso do Sul e os laços comerciais através desta rota ficarão ainda mais estreitos”, reforçou a vice-governadora.
 
A Hidrovia do Rio Paraguai, que liga Mato Grosso do Sul e Mato Grosso aos portos de Nueva Palmira (Uruguai) e ao Atlântico e que tem capacidade para operar entre Cáceres (MT) e Porto Murtinho e facilitar o escoamento da produção do Estado, é um dos principais eixos logísticos identificados no estudo e apresentou maior potencial de retorno para o Estado. O ministro Gustavo Leite, ressaltou que o Brasil é o maior parceiro comercial e investidor do Paraguai. “A saída dos produtos brasileiros pelo nosso país é mais barato”, comentou Gustavo.
 
 
As propostas inclui ainda a construção de um corredor sanitário na fronteira, neste quesito a comissão propôs garantir uma área de livre trânsito animal entre os dois países. Visando  fortalecer o sistema bancário e modernizar este segmento no país paraguaio, foi proposto estabelecer um marco regulatório para ampliar a oferta de produtos financeiros as empresas instaladas no Paraguai.
 
 
 
 
 
De acordo com presidente da Fiems, Sérgio Longen, a proposta de parceria envolverá as Secretarias de Fazenda (Sefaz), da Indústria e do Comércio (Seprotur), além da Assembleia Legislativa. “O Paraguai está trazendo as oportunidades de investimentos para serem apresentadas para avaliação dos empresários do Estado, mas precisamos antes construir este intercâmbio”, disse Longen. “Acima de tudo, este é um projeto de integração social que em médio prazo vai diminuir a desigualdade da fronteira. Vamos desenvolver este trabalho de maneira simples, através de uma movimentação rápida, mostrando que vamos sair do debate e partir para a ação”, completou.
 
 
A proposta ainda contempla a qualificação profissional para atender a demanda das empresas brasileiras através de Termo de Cooperação técnica entre o Senai – Serviço Nacional de aprendizado Industrial e o SNPP – Serviço Nacional de Promoção Profissional do Paraguai. “Vamos sair do diagnóstico e vamos para a ação. É preciso investir em treinamento e capacitação, já que um dos grandes gargalos é a qualidade da mão de obra”, reforçou o ministro do Paraguai, Gustavo Leite.
E por fim, a proposta contempla a ampliação da parceria para garantir o compromisso e apoio dos governos brasileiro e paraguaio para constituir um Centro Internacional de Distribuição em Ponta Porã, através de uma estação aduaneira que permitiria a estruturação da área alfandegária da Receita Federal, trazendo agilidade na importação, exportação, armazenamento de cargas e produtos comercializados entre os dois países.
 
 
 
A comitiva paraguaia contou ainda com os governadores dos Departamentos de Alto Paraná, Justo Zacarias; e de Canindeyu, Alfonso Noria; além de representantes do ministério da Indústria e Comércio, de Associações Rurais e empresários do Paraguai. A secretária Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (Seprotur) e o deputado estadual Paulo Corrêa também acompanharam a reunião.
 
 

DATA DA POSTAGEM 21/11/2013

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