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População síria está sofrendo com a guerra civil que já dura três anos
 
 
                       
 
                       
 
 
 
 
 
   
         
 
 
 
 
 
 
   Ronei Ribeiro | visualizações: 2316   

População síria está sofrendo com a guerra civil que já dura três anos



 
 
 
Desespero e desigualdade marcam nova rodada de negociações pela paz na Síria
 
 
A nova rodada de negociações sobre a guerra civil na Síria, conhecida como Genebra 2, terá início nesta quarta-feira (22) em Montreux, na Suíça, numa tentativa desesperada de se traçar um futuro menos trágico para a região. Diante das posturas já anunciadas pelos dois lados do conflito, um acordo de paz parece uma utopia. No entanto, se Rússia e EUA rascunharem uma proposta de cessar-fogo e organizarem a ajuda humanitária, a Síria poderá sonhar com um alívio temporário.
 
Os negociadores do governo de Bashar al-Assad, de um lado, já deixaram claro que todos os rebeldes moderados ou não são considerados terroristas. Ou seja: antes mesmo de as conversas começarem oficialmente, a oposição não será tratada com respeito e igualdade por Damasco. O próprio presidente sírio, em sua entrevista mais recente, se mostrou decidido a se manter no poder e desqualificou os rivais. 
 
— A conferência de Genebra tem que alcançar resultados claros em relação à luta contra o terrorismo. (...) Essa seria a decisão, o resultado mais importante da conferência.
 
Por outro lado, a coalizão da oposição síria chegará à Suíça dividida, pois tanto o CNS (Conselho Nacional Sírio) quanto a Irmandade Muçulmana, que fazem parte do grupo, são contrários a qualquer diálogo, já que de acordo com eles, Genebra 2  "procura conciliar as posições do regime sírio e as da oposição, colocando-os em pé de igualdade".
 
 
 
Além disso, a coalizão tem como principal objetivo nas negociações garantir que o presidente Bashar al-Assad deixe o poder invariavelmente.  Algo que Damasco aparentemente nem sequer cogita.
 
Rússia e EUA, os principais incentivadores de Genebra 2, terão que lidar ainda com as pretensões de peças importantes no xadrez político do Oriente Médio: o Irã (aliado de Assad), a Arábia Saudita (que financia os grupos rebeldes) e a Turquia (inicialmente contrária ao governo, mas que atualmente parece ter mudado de posição).
 
O Irã, que foi convidado e desconvidado para Genebra 2 pela ONU, provoca calafrios na oposição síria que o vê como grande apoiador de Assad. Foi exatamente esta divergência que motivou os americanos a pedirem que os iranianos deixassem a negociação, já que a coalizão ameaçou esvaziar o encontro caso Teerã estivesse nas mesas de diálogo. Muitos rebeldes acreditam que o governo de Damasco ainda se mantêm de pé devido aos seus dois principais aliados: Irã e a Rússia.
 
 
A Arábia Saudita não esconde sua posição favorável aos grupos islâmicos e fornece frequentemente ajudas financeira e material aos rebeldes. O país também foi um dos críticos à participação do Irã em Genebra 2 e seus representantes viajaram para a Suíça sem muita esperança de que um acordo será assinado. Enquanto isso, os EUA, que clamam por um entendimento, alertaram os sauditas sobre o perigo que representa o fracasso de Genebra 2 diante da ascensão de grupos extremistas violentos na região.  
 
Os turcos se mostraram decididos a apoiar a oposição síria desde o início dos levantes. Entretanto, o presidente do país, Abdullah Gul, pediu recentemente ao premiê Recep Tayyip Erdogan que “recalibrasse” a abordagem diplomática diante da situação na Síria. De acordo com analistas, tal declaração expõe a preocupação de Ankara face ao caos que assola o país. O maior temor das autoridades turcas é que parte do território sírio acabe nas mãos de grupos ligados à Al Qaeda.
 
EUA e Rússia divergem sobre como o processo de abertura política na Síria deve ser organizado. Washington pede a saída de Assad, enquanto que Moscou defende o aliado histórico. Porém, ambos os países hoje estão unidos por um único objetivo: a ajuda humanitária. O banho de sangue derramado até o momento e os diversos abusos cometidos pelos dois lados no conflito transformaram a Síria em uma terra de ninguém, o que preocupa enormemente as duas potências. Dessa forma, com ou sem um acordo sobre a transição para a democracia, americanos e russos insistirão  numa solução para a miséria em que vive a população síria atualmente.
 
Apesar do tema central das reuniões denominadas de Genebra ser “articular um processo de transição política, como a formação de um governo provisório, composto por membros do regime e da oposição”, o debate iniciado nesta quarta-feira será positivo se conseguir ao menos um cessar-fogo.
 
Diante do impasse político sobre a permanência ou não de Assad durante o processo de transição na Síria, os diplomatas na Suíça devem se concentrar na catástrofe humanitária dos civis sírios. Conforme testemunhado nas ruas de Damasco, a população síria hoje não se importa com as negociações de Genebra 1, 2, 3 ou 4, contanto que os cidadãos consigam reverter a fome e a miséria causadas pela a guerra. O conflito já fez mais de 130 mil mortos e milhões de refugiados e deslocados desde março de 2011.
 
Segundo a ONG britânica Oxfam (Comitê de Oxford de Combate à Fome), “as negociações de Genebra são a melhor oportunidade de atenuar o sofrimento dos sírios". 
 
 
 

DATA DA POSTAGEM 22/01/2014

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