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O Diário de Madalena circula entre a brutalidade e a doçura no Festival Boca de Cena
 
 
                       
 
                       
 
 
 
 
 
   
         
 
 
 
 
 
 
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O Diário de Madalena circula entre a brutalidade e a doçura no Festival Boca de Cena



 
 
 
 O som que vem do rádio é um alento. Músicas, vozes e a poesia que liberta. No meio do Pantanal, uma família que se desestrutura em meio à solidão coletiva. Este é um dos cenários do espetáculo “O Diário de Madalena”, que será encenado na próxima terça-feira (19), às 20 horas, no teatro Aracy Balabanian do Centro Cultural José Octávio Guizzo, dentro do projeto Boca de Cena – Mostra Sul-Mato-Grossense de Teatro e Circo 2016. Essa e todas as outras apresentações teatrais do projeto são gratuitas.
 
O espetáculo percorre momentos de violência e desesperança pela situação da família, mas também de renovação e ânimo com as palavras soltas voando pelos cantos da casa a procura de um abrigo para se tornarem vivas. A poesia dos pássaros, das arvores, das águas, do vento de Manoel de Barros.
 
Dirigida e escrita por Expedito Di Montebranco, a peça recebeu recursos do Fundo de Investimentos Culturais em 2013. No ano seguinte foi apresentada em diferentes palcos do Estado. É um texto que começou a tomar forma em 2003, e que segundo ele, permanece atual.
 
“A violência é um tema que é difícil de ser abordado no palco. Nosso objetivo é tratar a temática, mas com elementos de palco que não agridam o público. No caso da peça, que aborda o assédio sexual dentro da própria família, de forma concreta, mas também sutil, resguardando detalhes”, explica.
 
Criado em 1992 por Expedito Di Montebranco, o Grupo Teatral Palco – Sociedade Dramática tem em sua essência o debate de temas sociais polêmicos, que são explorados tanto no drama como na comédia. “Essa é a nossa natureza, nossa forma de combater o que consideramos mal”.
 
Em uma casa simples isolada do mundo, apenas o som dos pássaros, dos bichos e das águas quebram a monotonia do lugar, auxiliados às vezes pelo som de um velho rádio que somente às 18 horas consegue captar trechos de músicas e poemas de Manoel de Barros que vem e se vão pelo vento como se o próprio rádio tivesse vida própria.
 
 
A mãe, Jurema, está adoentada há vários meses. Em desespero, o marido Severo sai rumo a cidade em busca de socorro médico. Os filhos Sabiá, de 16 anos e Madalena, de 15, são obrigados a enterrar a mãe falecida na ausência do pai, no quintal de casa. Revoltado por retornar sem o socorro que buscou e sentindo-se culpado por isso, Severo torna-se a cada dia mais autoritário e violento, inclusive com a própria filha.
 
Um rádio, única forma possível de se ouvir outra voz humana que não a deles. Um livro chamado Diário onde Madalena mergulha sua solidão e explora suas angústias. Na companhia das vozes que declamam os versos do grande poeta.
 
O balanço do espetáculo é dado justamente pelos poemas de Manoel de Barros, que são o sopro de esperança dos jovens em um cenário natural belíssimo, mas cercado de dificuldades, uma contrariedade salutar ao expectador.
 
“É uma pena que o poeta não pode assistir a peça a tempo. Sentamos juntos anos atrás e ele me deu autorização para usar alguns de seus versos neste e em outros espetáculos. São eles que suavizam um tema espinhoso, mas que é necessário tocar”, avalia Expedito.
 
 

DATA DA POSTAGEM 13-04-2016

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