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Casa do Artesão comercializa e promove cores e formas do artesanato Sul-Mato-Grossense
 
 
                       
 
                       
 
 
 
 
 
   
         
 
 
 
 
 
 
   Ronei Ribeiro | visualizações: 303   

Casa do Artesão comercializa e promove cores e formas do artesanato Sul-Mato-Grossense



 
 
 Seu Ênio Sayd, de 88 anos, mora em Ponta Porã. É artesão há mais de 30 anos, apesar de ter sua primeira experiência com artesanato aos 16. Acorda cedo e trabalha o dia todo, cerca de 8 a 10 horas por dia, inclusive nos finais de semana. O fruto desta arte e de tamanho empenho ele foi buscar na Casa do Artesão: o pagamento pelos produtos que a Casa comercializa. “Deixo aqui meus artesanatos há mais de 25 anos, o lugar é muito bom, único em que posso expor e vender sem intermediários”, diz Sayd, que deixa de 10 a 15 peças por mês para serem vendidas.
 
Assim como seu Ênio, mais de 700 artesãos expõem e comercializam seus artesanatos na Casa do Artesão, referência para a arte no Estado, sendo também um ponto turístico da Capital. Na Casa é possível encontrar uma variedade imensa de peças, com as mais diversificadas matérias primas, desde argila, massa de modelar (biscuit), madeira, fibras, vidro, cerâmica, entre outros. Com preços atualmente que variam de R$ 1,20, como é o caso de miniaturas em cerâmicas, até R$ 520,00 num oratório.
 
 
Seu Enyo, de 88 anos fez do artesanato um hobby lucrativo. Foto: Daniel Reino
Lá se encontra peças de artesãos referenciais, como é o caso de Mariano Neto, neto de Conceição dos Bugres, que faz os tradicionais bugrinhos de madeira revestidos de cera de abelha. João Manoel com carrinhos de boi, de madeira, Antônio Ricci, também com artesanato em madeira, com bancos estilizados de bichos do Pantanal. Também há trabalhos de Ana Vitorino com linha utilitária em madeira, entre outros tantos artesãos que expõem suas peças no local. Também há trabalhos dos índios Terena e Kadwéu, bem como de artesãos de Miranda, Bodoquena e Três Lagoas.
 
O local é um importante meio de escoar os produtos feitos pelos artesãos da Capital e do interior, movimentando cerca de 80 mil reais por mês. A quem expõe no local é acrescentado somente 20% do valor dos produtos comercializados referentes a taxa de aluguel das máquinas de cartão.
 
O único compromisso do artesão é renovar as peças que deixa no local a cada 3 meses caso não sejam vendidas. Para Osvaldo Brandão, militar da reserva e filho do seu Ênio, a Casa é o único local em que se pode expor o trabalho e ainda ter renda sem levar calote. “Consignação é um fator de risco para se receber. Às vezes ao deixar em loja é prejuízo. Aqui a coisa é séria”, destaca Brandão.
 
Já a artesã Lucimar Maldonado, que também comercializa sua produção há seis anos disse que o local é uma referência para o artesanato. “Quando se vai para outros estados, as pessoas não procuram pelo artesão, mas sim um local onde reúna o artesanato da região”, pontua. Ela costuma entregar cerca 50 peças por mês e obtêm uma renda mensal de cerca de um salário mínimo. Suas peças costumam ter como matérias primas fibra de banana, cabaça e madeira. Ela ainda ressalta que o espaço é muito bom. “É uma parceria importante a que temos aqui, a gente divulga o nosso trabalho e ainda obtemos renda, não tem lugar melhor para representar a cultura do Estado do que a Casa do Artesão”, ressalta Maldonado.
 
 
Para a artesã Lucimar Maldonado a Casa é uma referência do artesanato do Estado. Foto: Daniel Reino
Localizado em um dos pontos mais movimentados de Campo Grande, na Av. Afonso Pena esquina com a Calógeras, o local costuma atrair muitos turistas, e até mesmo a população local. Por lá passam em média cerca de 1000 pessoas por mês. As irmãs Maria Gabriela, 14 anos e Cintia, 21 anos, estavam na Casa do Artesão pela primeira vez e se surpreenderam com o que encontraram. “Trabalhei no centro há 4 anos, e sempre passava por aqui, mas nunca me interessei, pois, o local não chama muito a atenção, deveria ter mais expressão, acredito que se revitalizasse atrairia mais gente”, disse Cintia. As irmãs acabaram comprando um pote artesanal ornamentado com biscuit.
 
 
As irmãs Maria Gabriela e Cintia se surpreenderam com o que encontraram na Casa do Artesão. Foto: Daniel Reino
Como comercializar na Casa
 
Para comercializar na Casa do Artesão é necessário obter a Carteira Nacional do Artesão emitida pela Secretaria da Micro e Pequena Empresa, por meio do Programa do Artesanato Brasileiro. É uma identificação nacional para artesãos e trabalhadores manuais de todo o Brasil. O documento tem abrangência nacional e oferece alguns benefícios, como isenção de imposto ao participar de feiras ou vendas para outros Estados, possibilidade de comercialização em determinados espaços que só aceitam artesãos com a carteira em dia e ainda a possibilidade de tirar nota fiscal na Agência Fazendária com imposto reduzido.
 
É necessário que os interessados levem o RG e CPF, uma foto 3X4 recente, comprovante de endereço, uma peça pronta e o material para ser confeccionado na presença da técnica responsável.
 
É permitido o cadastro de até três categorias. A carteira é gratuita. Os interessados devem agendar na Gerência de Atividades Artesanais da Fundação de Cultura de MS, por meio do telefone 3316-9107.
 
Curiosidades
 
Inaugurada em 1º de setembro de 1975, a Casa do Artesão de Campo Grande é uma unidade da Fundação de Cultura de MS e situa-se num prédio construído em 1918 e tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual. O prédio foi sede do Banco do Brasil nas décadas de 1920 e 1930 e na década de 1940 teve sua posse transferida para o Governo de Mato Grosso.
 
Em 1994 foi tombado pelo Decreto nº. 7.863/94, garantindo a preservação de um bem considerado monumento histórico do patrimônio cultural de Mato Grosso do Sul. “A missão da Casa do Artesão é ser uma vitrine do melhor artesanato sul-mato-grossense de forma a promover e difundir e gerar renda para os artesãos”, ressalta Katienka Klein, gerente de atividades artesanais da Fundação de Cultura.
 
 

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