Ronei Ribeiro | visualizações: 10   

Projeto que estabelece diretrizes para o combate a violência nas escolas de Campo Grande é aprovado



 
 
O projeto de lei nº 8.442/17 de autoria dos vereadores Delegado Wellington (PSDB), Valdir Gomes (PP) e Otávio Trad (PTB), foi votado durante a sessão ordinária desta terça-feira (01) e aprovado pelos parlamentares. A proposta prevê que seja realizado um mapeamento de casos de violência nas escolas, para que esses números possam ser trabalhados e então tentar encontrar um meio para minimizar situações de violência nesses locais de ensino.
 
"Nós precisamos realizar esse estudo, ter dados que possam nos revelar o problema que é enfrentado em cada escola. Com essas informações é possível se traçar um plano para realização de orientações ou palestras para os alunos, de uma forma direta e que tenha um resultado mais eficaz. Por exemplo, não podemos realizar um trabalho em sala de aula sobre combate às drogas se naquele local o índice de alunos que possuem problemas com violência dentro de casa, é maior. Então essa será uma tentativa de se mapear quais a dificuldades para então se trabalhar em uma solução", explica o parlamentar. 
 
Além disso, o parlamentar ainda lembra que o local de estudo deve ter uma atenção especial, pois é nele que os jovens e as crianças iniciam sua percepção para o mundo externo. Por meio de orientações corretas, de ações pedagógicas que visam o desenvolvimento correto desses alunos. O objetivo é trabalhar de uma forma científica, com estatísticas, os problemas reais de cada escola e principalmente valorizando o corpo docente do local para conseguir lidar com situações dessa temática
 
"As secretarias não podem funcionar de forma ilhada, e a palavra de ordem é a integração das ações com foco na segurança. Precisamos dar oportunidade aos jovens para que não entrem no crime e nas drogas. É imprescindível que o executivo municipal tenha uma dimensão exata de tais iniciativas para contribuir para a redução do crime, o aumento da sensação de segurança e, por conseguinte, a melhoria da qualidade de vida na localidade a curto, médio e longo prazo. Infelizmente, as escolas que estão localizadas em regiões periféricas da cidade e que são afetadas pelos mais sérios problemas de comportamento, evasão e baixa frequência são, em regra, aquelas que menos dispõem de recursos humanos e financeiros para desenvolver abordagens preventivas", explica o parlamentar.
 
Prevenção - Em Montreal, no Canadá, em meados dos anos 80 foi criado o programa A Experiência de Prevenção de Montreal (The Montreal Prevention Experiment), onde era realizado um estudo com alunos que demonstravam agressividade ou hiperatividade em ambiente escolar. A listagem com os nomes de alunos que apresentavam esses comportamentos foi criada com base em questionários respondidos pelos próprios professores. O programa durou dois anos e durante as sessões os alunos trabalhavam o desenvolvimento das capacidades básicas e necessárias para o convívio social harmonioso. 
 
"Esses exemplos de programas demonstraram a importância de se estabelecer diretrizes para a Política de Combate à Violência nas Escolas da Rede Pública Municipal de Ensino. Vemos que pesquisadores e profissionais da área têm assumido claramente o vínculo existente entre a redução dos problemas de comportamento na escola e a redução dos indicadores futuros de criminalidade, o que tem sublinhado a importância da escola na prevenção. E esse Projeto de Lei visa no futuro e de forma inédita termos soluções ou medidas compensatórias para reduzir drasticamente a situação de violência no ambiente escolar, e assim conhecermos a real extensão dos problemas e de seus danos", explica o vereador. 
 
Como resultado do programa realizado no Canadá, ainda de acordo com o projeto de lei apresentado pelo vereador Delegado Wellington, os alunos que haviam participado do programa recebendo as intervenções, tiveram índices muito menores de agressividade ou de delinquência nos anos seguintes, se comparado com os demais alunos que também foram identificados como “problemáticos” e que não receberam a intervenção. Além disso, o programa, assim, reduziu os comportamentos de risco, além da opção por condutas agressivas ou violentas, sendo que alguns desses efeitos só foram se fazer sentir cinco ou seis anos após o término da intervenção. 
 
Agora o projeto segue para sanção do prefeito de Campo Grande, Marcos Marcello Trad.
 
 

DATA DA POSTAGEM 02-08-2017

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