Ronei Ribeiro | visualizações: 24   

Para trabalhar etnias, Ceinf elabora refeições típicas com ingredientes da merenda



 
 
Ao som de músicas que remetiam à cultura africana, as 178 crianças do Centro de Educação Infantil (Ceinf) Aero Rancho – CAIC almoçaram nesta quinta-feira (5), uma feijoada vegetariana feita com legumes variados, acompanhada de arroz, farofa de couve e laranja. Apesar do prato “light”, não faltou uma carne refogada. A refeição, produzida pela equipe da unidade escolar, utilizou os ingredientes da própria merenda escolar.
 
Além de batata e cenoura, foi acrescentada beterraba à receita, o que deu uma cor mais escura ao feijão. Para receber as crianças, direção, professores, assistentes e cozinheiras vestiram trajes coloridos, típicos da cultura afro-brasileira, com direito a vestidos longos, turbantes e brincos de argola.
 
A decoração também seguia a mesma temática. Todo esse cenário, incluindo o cardápio, foi elaborado para trabalhar o projeto Etnia: “Crianças de todo o mundo”, que está sendo desenvolvido com as crianças desde o início do segundo semestre, com término em dezembro, quando será realizada uma grande festa para a comunidade escolar.merendadiversificada (4)
 
De acordo com a diretora Elizângela Melo da Silva, além da cultura africana, a proposta também abrange a cultura dos povos árabe, espanhol, indígena, italiano, japonês, paraguaio e português. A cada 15 dias é servido um prato típico, produzido com os ingredientes fornecidos pela Suale (Superintendência de Alimentação Escolar). Além da feijoada vegetariana, a equipe também já organizou um almoço italiano, com direito a macarrão com molho branco, feito de forma artesanal, utilizando leite e farinha de trigo.
 
Pedagógico
 
Rosângela explica que o objetivo do projeto é apresentar às crianças, a história, lendas, costumes, alimentação e músicas de diversos povos. “Cada sala trabalha uma etnia e não final de semana há um momento de interação, onde eles trocam informações sobre o que aprenderam. Escolhemos os países de acordo com os povos que ajudaram a colonizar Campo Grande”, destacou.
 
Outro ponto importante da iniciativa é incentivar a construção de uma atitude de respeito e valorização das etnias das crianças de outros países.
 
A coordenadora pedagógica Fátima Cristina de Almeida, ressaltou que as apresentações e os pratos servidos representam apenas o fechamento do aprendizado da etnia.merendadiversificada (2)
 
“Antes de chegar nesse ponto, trabalhamos toda a parte pedagógica, explicando a origem do prato, o motivo pelo qual ele foi criado, fazemos atividades. Tem todo um contexto”, disse.
 
Junto com os alunos, as professoras realizam pesquisas sobre os diferentes povos estudados, utilizando diversas fontes incluindo as famílias. As informações são registradas através de diferentes linguagens, como a plástica, oral, gráfica, musical, leitura e escrita.
 
E quem pensa que os pequenos do berçário ficam de fora do processo, se engana. A professora Donislei da Mata Cunha conta que até os bebês entre seis meses e um ano e meio estão sendo apresentados a figuras, histórias, músicas e objetos que fazem referência as etnias.
 
“Eu me caracterizo na frente deles para não ter estranhamento. Depois fazemos uma roda e começamos a trabalhar o tema. Eles assimilam tudo, tanto que quando ouvem alguma música apresentada aqui na escola, em outro ambiente, começam a se movimentar”, enfatizou a professora Donislei.
 

DATA DA POSTAGEM 06-10-2017

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